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Os Cuidados com a Publicidade das Empresas

Os cuidados com a publicidade das empresas

É de conhecimento de todos, que ao efetuar o trabalho de marketing e publicidade das empresas, se realiza um estudo para saber qual público será ou deverá ser atingido com aquele trabalho. E no meio de tantos desafios, o profissional ao elaborar o projeto de ações faz um planejamento incrível, e que de fato vai atingir e satisfazer as necessidades do seu cliente, mas em contrapartida acaba sendo barrado por alguma circunstancia ou a própria lei.

 

E não bastasse todo o trabalho de planejamento, o profissional precisa pensar sim em como essa campanha atingirá o seu destinatário, para que não cause nenhum transtorno na marca, ou ainda, seja barrada, fazendo com que todo investimento seja perdido.

 

O Brasil é um país que mais protege e concede e direitos, (e não vou entrar nem no mérito para quem são os direitos) mas como já disse em edições anteriores, o tiro sai pela culatra, pois ao passo que eu protejo ou concedo direitos demais, o favorecido e beneficiário acaba sendo prejudicado, e no caso da publicidade não é diferente.

 

Com o advento do Código de Defesa do Consumidor em 1990, e da responsabilidade direta por estes, além é claro de outras leis, o profissional de marketing acaba por se restringir no seu próprio trabalho, não por competência, mas para não causar prejuízos ao invés de colaboração para seus clientes.

 

Posso citar exemplos simples de propagandas que foram retiradas do ar, porque alguns grupos de pessoas se ofenderam com a abordagem, vejam:

 

Lembram do “Claro Fixo Trote Ronaldo”? Neste comercial, mostrava o ex-jogador de futebol Ronaldo passando trote telefônico para alguns amigos, ocasião em que diversos consumidores reclamaram porque se fazia analogia há um ato ilegal.

 

Aparentemente, foi algo inofensivo e engraçado, mas que de alguma maneira despertou em algumas pessoas para o exemplo que estava sendo passado naquele momento, e com certeza atrairia a atenção de menores de idade que passariam a brincar daquela forma.

 

Outro caso de repercussão nacional, foi o do comercial do “Bom Negócio”, em que aparecia o Cumpadi Whashington chamando uma mulher ao sair da piscina de “ordinária”. Essa expressão é utilizada pelo protagonista há anos nos seus shows, mas por reclamações de algumas pessoas, e em sua maioria mulheres que se sentiram ofendidas, foi retirado do ar.

 

Ao passo que analisamos o conteúdo das informações, vemos que não se tratava de ofender ou constranger o consumidor, e sim trazer de forma descontraída uma informação e fazer com que aquele produto caísse nas graças.

 

Como falei anteriormente, são os excessos, e nestes dois casos acima eu considero excesso de abuso ou excesso de cuidado? Muitas vezes com certeza é excesso de cuidado.

 

Neste contexto, a responsabilidade por esses acontecimentos e problemas advindos da propaganda considerada como ofensiva, é tanto do Anunciante, quanto da Agência de Publicidade e do Veículo de Divulgação perante o consumidor.

 

E para finalizar, vou dar algumas dicas preventivas, para você que é de Agência ou Veículo de Comunicação:

 

1 – Estabeleça um sistema de controle na recepção de anúncios e na verificação da idoneidade da informação.

2 – Mantenha uma ferramenta de fácil acesso aos usuários para denúncias de ilicitudes cometidas ou que abusividade.

3 – Recuse anúncio sem identificação do patrocinador, salvo em casos de “teaser”.

4 – Recuse anúncio cujo conteúdo fira os princípios da publicidade.

5 – Recuse anúncio de polêmica ou denúncia sem expressa autorização da fonte conhecida que responda pela autoria da peça.

 

 

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